Ancelotti será o quarto técnico estrangeiro da Seleção
Brasileira, antes dele, o uruguaio Ramón Platero dirigiu o scratch canarinho em
1925, o português Joreca em 1944 e o argentino Filpo Núñez em 1965.
E é justamente este último que também dirigiu o Paulista em
duas passagens.
Nélson Ernesto Filpo Núñez nasceu em Buenos Aires no dia 19
de agosto de 1920.
Dirigiu o Brasil em apenas um jogo, no amistoso em comemoração
à inauguração do estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte.
Neste jogo, ocorrido em 7 de setembro de 1965, a Seleção
Brasileira foi representada totalmente pelo Palmeiras e venceu o Uruguai por 3
a 0, com gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano.
A Seleção Brasileira
representada pelo Palmeiras.
Em pé: Djalma Santos, Valdir, Waldemar Carabina, Dudu, Djalma Dias e Ferrari;
Agachados: Julinho, Servílio, Tupãzinho, Ademir da Guia e Rinaldo.
Pouco menos de um ano depois, o argentino assinou contrato com o Paulista, para uma primeira passagem relâmpago por Jundiaí que durou apenas 10 dias.
Filpo Núñez assinou contrato com o Paulista no dia 5 de
agosto de 1966, uma sexta-feira, vindo de uma passagem pelo América de São José
do Rio Preto, onde comandou o time no Torneio João Mendonça Falcão, chegando
para substituir Arthur Zomignani, que havia pedido rescisão de contrato do
comando tricolor.
No domingo seguinte, 7 de agosto, comandou o time num
amistoso contra o Barretos EC no estádio Dr. Jayme Cintra vencido pelo Galo por
1 a 0, com gol de Nilo.
Nesta passagem, o seu único jogo oficial em competição foi
no domingo seguinte, 14 de agosto, empate sem gols contra a Ponte Preta no
estádio Moisés Lucarelli em Campinas pela segunda divisão estadual.
No dia seguinte, porém, aceitou um convite do Corinthians e
foi treinar o time do Parque São Jorge.
Naturalizou-se brasileiro em 5 de setembro de 1969.
Sua volta ao comando do Galo veio quase cinco anos depois.
Após uma passagem pelo Cruzeiro no Campeonato Brasileiro no
final de 1970, aceitou novamente o convite da diretoria tricolor e em abril de
1971 retornou para Jundiaí.
A sua reestreia se deu contra o Santos de Pelé, no Jayme
Cintra, no dia 18 de abril de 1971, com o resultado sendo um empate sem gols,
diante de 12.651 pessoas.
Time do Paulista que enfrentou o Santos no dia
18/04/1971.
Em pé: Luisinho, Jurandir, Benê, Colombo, Jair Picerni e Luiz Fernando;
Agachados: Wagner, Maritaca, Mazinho, Bazaninho, Serginho Chagas e Dacunto
(massagista).
Desta vez a sua passagem foi mais longa, comandando
o time jundiaiense até o mês de setembro daquele ano.
O seu último jogo foi numa derrota para o XV de
Piracicaba por 2 a 0 no estádio Barão de Serra Negra, no dia 7 de setembro de
1971.
Após esta partida, o Paulista estava na penúltima
colocação na fase de classificação para o Campeonato Paulista de 1972 e o
argentino não resistiu à má campanha, sendo demitido no dia seguinte.
No outro dia, porém, já estava empregado novamente,
assumindo o comando da Portuguesa Santista.
Nas duas passagens pelo Paulista, em 1966 e 1971, Filpo
Núñez acumulou um retrospecto de 21 jogos, com 6 vitórias, 4 empates e 11
derrotas.
Faleceu na cidade de São Paulo no dia 6 de março de
1999, aos 78 anos.
